Vereador chama nova sede do Legislativo de casinha

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Depois de mais de mês definido e com edital de reforma da nova sede lançado, dois vereadores saem da comissão interna que trata da mudança

O vereador Zairo Casagrande (PSD) reclamou ontem na sessão da Câmara que a nova sede do Legislativo Municipal “será uma casinha” e que o grupo formado para estudar a pauta não foi ouvido. Ele decidiu abrir mão da vaga na comissão que trata da construção da nova sede, e foi seguido por Júlio Colombo (PSB).

“Não faz mais sentido a existência dessa comissão. Em um trabalho feito por vários vereadores para a construção da nova sede”, destacou Casagrande. Zairo e Julio, no uso da palavra durante a sessão, anunciarem a saída da comissão.

“Uma série de trabalhos foram feitos por uma comissão e por decisão da Mesa Diretoria, infelizmente todo esse trabalho que tinha princípios, como não entrar dinheiro novo na obra, foram descartados. Traria um projeto que desse condições à população de amplo acesso ao Legislativo. Como está sendo encaminhado, teremos um prédio bacana do Executivo, bacana do Judiciário e ali do lado teremos um pequeno puxadinho, com apenas 15 lugares. Uma cidade do nosso tamanho, da nossa envergadura, terá uma casinha para o Legislativo com esse encaminhamento à revelia da comissão”, reclamou Zairo.

A nova sede do Legislativo de Criciúma já teve ampla divulgação pela imprensa local. O edital que prevê ajustes na antiga sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), no Parque Centenário, foi lançado há uma semana. “O local vai ser adequado com reformas pontuais, troca de piso, pintura, banheiro, instalação de ar condicionado”, informou o vereador Miri Dagostim (PP), presidente da Câmara, há mais de um mês. Enquanto a expectativa é de conclusão da reforma no primeiro semestre de 2020, permitindo a transferência do Legislativo da atual sede, no Centro Profissional, no Centro, o vereador Zairo Casagrande reclama de não ter sido ouvido.

“Basicamente essa decisão de talvez levar a Câmara para aquele pequeno prédio onde era a Justiça do Trabalho não passou por discussão interna. Estamos recebendo isso pronto. Não podemos disfarçar o nosso descontentamento. Todo o trabalho da comissão não tinha esse enfoque. Não iríamos para um lugar pior, onde a população teria 15 lugares para se acomodar. Isso não faz sentido, por isso abrimos mão de participar dessa comissão”, reclama Casagrande.