Região Carbonífera melhora avaliação de risco para Covid-19

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Avaliação leva em consideração óbitos, transmissibilidade, monitoramento dos infectados e ocupação da estrutura de atendimento

Criciúma, Içara e Região

A Região Carbonífera teve a avaliação de risco para Covid-19 alterada com o grau reduzido de Grave (laranja) para Alto (amarelo). A avaliação leva em consideração os óbitos, a transmissibilidade, o monitoramento pelos órgãos municipais e a ocupação da estrutura de atendimento. Das 16 microrregiões que compõe o boletim do Centro de Operações de Emergência em Saúde, dez estão nesta mesma condição anterior em classificação alta. Estão na situação Grave (laranja) o Extremo Sul, Laguna, Grande Florianópolis, Planalto Norte, Alto Uruguai e Extremo Oeste. Nenhuma região se encontra no nível Gravíssimo. O Mapa da Matriz de Risco Potencial de cada Região foi divulgado durante a manhã de ontem (22).

Uma das consequências da mudança de classificação na Amrec para Risco Alto está o uso dos provadores no comércio. Para isso, a regulamentação prevista pela portaria 708/2020 determina que as empresas coloquem cartazes nos provadores orientando acerca da obrigatoriedade do uso da máscara durante toda a prova de roupas; o controle no acesso com o distanciamento mínimo de 1,5m; disponibilização de álcool 70%; limpeza e a desinfecção dos provadores com álcool 70%; além da limpeza das roupas após a prova ou a devolução pelo cliente, com a utilização de passadeira a vapor, ou aeração de 48 a 72 horas.

O Mapa da Matriz de Risco demonstra que, devido a maioria das regiões em nível Grave, há necessidade de aprimorar a investigação de contatos de casos e vigilância ativa por meio de qualificação da realização do inquérito de síndrome gripal na comunidade. Com a atualização da matriz, cada dimensão deve ser interpretada como um sinal de alerta. O aumento do risco em cada uma delas motiva o aumento do risco da região, e deve ser considerada na priorização da atuação local.

O Extremo Oeste, está em estado de Alerta. Lá a mortalidade por Covid-19 na semana ultrapassou 2/100.000 habitantes e o RT (comportamento da pandemia) aponta que a contaminação continua em expansão.

Criciúma já prepara mais flexibilização

Criciúma encaminhou já avisos que haverá flexibilização em relação a percentuais de ocupação e abertura de alguns setores. Podem ocorrer, por exemplo, aulas presenciais, eventos sociais, funcionamento de cinemas, teatros e museus, além de prova de roupas nas lojas e aumento da capacidade de ocupação em academias, hotéis e pousadas, shopping e indústria.

No último boletim epidemiológico de Criciúma, divulgado na noite de quarta-feira (21), eram 136 casos ativos de Covid-19 e 16 pessoas internadas em hospitais.

Cuidados sanitários devem ser mantidos

Mesmo com os números em baixa, a Secretaria de Saúde de Criciúma alertou para que os cuidados sanitários sejam mantidos, como a utilização de álcool em gel e máscaras, além de evitar aglomerações. “Temos que manter todos os procedimentos e cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus. A queda nos números mostra que as pessoas seguem as regras sanitárias, mesmo assim não podemos relaxar”, destacou o secretário de Saúde, Acélio Casagrande.