Estudantes aprendem a fazer bioplástico

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Fontes naturais e renováveis podem ser boas substitutas para preservar nosso ecossistema

Criciúma

No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, data criada em 1972 durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia. A intenção é gerar conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente em todo o mundo, especialmente diante do agravamento dos problemas como poluição, mudanças climáticas e redução de áreas naturais.

Esse cenário pode parecer grave demais para ser resolvido, mas pequenas iniciativas contam e contribuem para a mudança. Um exemplo vem das turmas do Ensino Médio de Criciúma, onde os estudantes estão aprendendo a fazer bioplástico em sala de aula. De acordo com a professora de Biologia do Colégio Marista Criciúma, Simone Rocha da Rosa, o uso excessivo de plástico é uma das grandes ameaças ao meio ambiente. “Pesquisas comprovam que 80% do lixo presente nos oceanos é composto por plástico. Por ser um material que demora centenas de anos para se decompor, quem sofre com efeitos nocivos é a fauna e a flora”, explica.

O bioplástico é uma solução viável para substituir o plástico, pois utiliza matéria-prima renovável como soja, milho, amido de arroz e cana-de-açúcar e também se degrada mais rapidamente. A receita usada em Criciúma leva água, amido de milho ou de batata, glicerina, vinagre e corante. De acordo com a professora, o experimento faz parte das aulas de Biologia e Projeto de Ciências da Natureza, para os alunos da 1ª e 2ª séries, respectivamente.

O professor de Ciências e laboratorista do Colégio Marista Criciúma, Luiz Henrique Rodrigues, que faz parte do projeto, explica que a ideia é buscar formas alternativas e sustentáveis para substituir o plástico. “O conhecimento é transversal e nesse experimento isso fica muito claro. Juntamos Química, Biologia, sustentabilidade, ecologia e uma grande dose de conscientização ao explorar fontes alternativas de matérias primas”, conclui.