Manifestantes pedem retorno das atividades após seis meses de paralisação

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Cerca de 40% das casas noturnas da região da Amrec e Amesc fecharam durante o período

Criciúma

Em torno de 40 categorias do setor de eventos se reuniram por volta das 16h30 de ontem (22) no Parque das Nações, em Criciúma, para uma passeata até o Centro da cidade, via Avenida Centenário. O propósito da manifestação foi chamar a atenção do Governo do Estado para que libere o retorno das atividades do setor de eventos.

Participante do protesto, o proprietário de casas noturnas Hemerson Prisma disse que os profissionais da área de eventos estão passando por dificuldades por conta da paralisação dos trabalhos, que já dura seis meses. Ele estimou ainda que 40% das casas noturnas da região da Amrec e Amesc não reabrirão caso as atividades retornassem hoje porque foram vendidos ou fechados. “Muitos donos não conseguiram pagar aluguéis, energia, e funcionários já foram demitidos”, destacou. O impacto para o setor é maior na cidade de Criciúma.

Na passeata compareceram entre 500 e 1 mil pessoas, conforme os organizadores. Todos estavam vestidos de preto, simbolizando luto. O grupo saiu do Parque das Nações e se dirigiu até o Terminal Central e depois realizou mais uma manifestação em frente à Igreja Evangélica, no Centro da cidade. Os organizadores querem, na sexta-feira (25), fazer outra manifestação, desta vez na BR-101, em Laguna.

“O nosso propósito é que o Governo do Estado autorize o setor de eventos a voltar a trabalhar. Que seja com protocolos, com percentual reduzido de pessoas, mas que retornemos as atividades”, pede Prisma. Ele ainda comenta que protocolos sugeridos pelo setor de eventos na semana passada para a Secretaria de Saúde foram usados para outras categorias, mas não permitiram que as casas noturnas pudessem abrir.