Empreendedorismo e sustentabilidade são desenvolvidos na escola

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Projeto Semeando o Futuro envolve alunos do primeiro ao nono da Maria Arlete Bitencourt Lodetti

O Projeto Semeando o Futuro, desenvolvido na Escola Municipal Maria Arlete Bitencourt Lodetti, em Içara, está na fase final. Em julho, os alunos irão comercializar as hortaliças cultivadas durante a iniciativa.

Através do projeto, os alunos estão desenvolvendo habilidades sobre empreendedorismo e sustentabilidade. “Estamos trabalhando com duas vertentes: técnica orgânica e hidropônica. Os alunos estão participando de forma ativa do primeiro ao nono ano”, explica a diretora da escola, Gabriella Biella.

Segundo ela, os alunos participam tanto da produção, como da colheita e comercialização desses produtos, principalmente onde há o trabalho de custo-benefício e lucratividade do projeto.

“A escola toda está envolvida. As hortaliças são cultivadas a partir da água na técnica hidropônica e passam por várias etapas. O adubo e os nutrientes colocados na água desenvolvem a planta”, explica.

Além disso, foi instalada uma estufa na escola e duas engenheiras agrônomas participam do projeto, tanto orgânico quanto hidropônico. A hidroponia é a técnica de cultivar plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta. Na hidroponia, as raízes podem estar suspensas em meio liquido (NFT) ou apoiadas em substrato inerte (areia lavada, por exemplo).

“Todas as turmas estão engajadas e isso é importante. É um projeto que tem a ideia de desenvolver a sustentabilidade que o planeta tanto necessita, além do empreendedorismo, com valores, lucros”, ressalta a diretora.

“Principalmente nos nossos nonos anos. Eles estão entrando no mercado de trabalho cada vez mais cedo e já terão essa experiência de empreendedorismo na escola”, emenda.

Espírito empreendedor

O vereador Alex Michels, um dos idealizadores do projeto ressalta que a iniciativa tem a ideia de resgatar o espirito empreendedor dentro das disciplinas escolares.

“Na aula de matemática eles vão saber quanto custa plantar uma alface e depois quando venderem saberem quanto tiveram de lucro. Na aula de artes, estão fazendo o logotipo das duas empresas: uma de hortaliça orgânica e outra hidropônica. Na aula de português vão aprender linguística para aprenderem a vender”, explica o vereador.

Pronto para a venda

Para a comercialização, será criada na unidade escolar, uma feira livre, onde serão vendidas alface hidropônica e também couve rabano, cenoura e beterraba, todos orgânicos. “Estou muito orgulhoso não só do projeto, mas de toda a participação dos professores, alunos e pais. É gratificante ver as crianças engajadas com a ação e querendo trabalhar no seu próprio negócio”, destaca Michels.

A comercialização dos produtos e elaboração dos balancetes marca o final do primeiro período de atividades. Porém, o ciclo não para. Agora, novas turmas vão poder participar e uma avaliação acontecerá para escolher os novos produtos que entrarão em cultivo. A ideia é buscar mais duas colheitas ainda neste ano. “Vamos analisar os pontos positivos e elencar as mudanças que precisaremos realizar para ampliar e levar o projeto a outras escolas da cidade em 2020”, finaliza o vereador.

O projeto também ganhou um novo voluntário. O engenheiro ambiental Jeison Cechella, vencedor na categoria Herói da Alimentação Sustentável, do concurso internacional “Faço Pela Terra 2019”, vai encerrar as atividades com uma palestra sobre o tema de startup, aos alunos do 8º ano, que sairão de férias com o desafio de pensar em tipos de negócios que depois de avaliados, podem gerar novos projetos na unidade.