Dois jogos para mudar a situação do Criciúma

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Na zona de rebaixamento, Tigre deve dar grande salto na tabela se vencer as duas partidas antes da pausa

O Criciúma entrará em campo pressionado na tarde deste sábado. Antepenúltimo colocado na Série B do Campeonato Brasileiro, o Tigre precisa de resultados positivos para não permanecer na zona de rebaixamento durante a pausa para a Copa América. Mas no elenco tricolor, o pensamento é de vencer as duas partidas que tem antes da pausa, a equipe dará um grande salto na tabela.

Amanhã à tarde, o Criciúma recebe o Vila Nova, no Heriberto Hülse. Já na terça-feira, o adversário será o Brasil de Pelotas, no interior gaúcho.

“A gente já sabe que são duas equipes da parte de baixo e temos que brigar com eles também para tentar o mais rápido sair dessa zona de desconforto, porque a gente sabe que uma equipe do tamanho de Criciúma tem sempre que estar lá em cima, brigando pelo acesso”, destacou o lateral-esquerdo Marlon.

“Temos dois jogos muito importantes, mas primeiro temos que focar no Vila Nova. Sabemos que não vai ser fácil. Que vai ser uma partida muito difícil. Mas vamos procurar trabalhar da melhor maneia possível, para quem o professor optar, possa entrar lá, possa se doar ao máximo e ajudar a equipe do Criciúma a conquistar o resultado positivo”, garantiu o jogador.

Os dois adversários que o Tigre terá na sequência também estão na parte de baixo da tabela. O Vila Nova é o 16º, com seis pontos. Já o Brasil de Pelotas, está com o mesmo número de pontos, em 15º. Nos confrontos diretos, o Criciúma pode até mesmo se aproximar das equipes que estão no G-4.

“As coisas estão muito emboladas. A gente procura conversar que se conseguirmos duas vitórias nesses dois jogos, podemos ir lá para cima. Então estamos focados para que possamos brigar sempre lá em cima com as equipes que vão brigar pelo acesso”, destacou o lateral de 33 anos, que fez parte do elenco que conquistou o acesso para a Série A em 2012.

Sem problemas com o esquema

Nas últimas semanas, um dos assuntos mais comentados entre os torcedores do Criciúma é o esquema tático. Nesta Série B, o técnico Gilson Kleina tem variado entre o 3-5-2, com uma linha com três zagueiros, e o 4-4-2, com a tradicional linha de dois zagueiros e dois laterais.

Mas se entre a torcida, o esquema com três zagueiros gera polêmica, para o elenco, está tudo tranquilo. “É uma formação que o professor sempre procura trabalhar nos treinamentos. Trabalhou as duas formas e nós procuramos assimilar da melhor maneira possível. Infelizmente contra o Botafogo, o resultado não veio, aí fica isso. Achar que o esquema de jogo está prejudicando. Mas acho que não. A gente trabalha, e tem que chegar e desenvolver em campo o futebol para que as coisas possam melhorar”, garante Marlon.

No esquema com três zagueiros, para que o ataque funcione bem, os laterais têm mais liberdade para subir. Mas Marlon afirma que com Kleina, nunca teve nenhum problema em apoiar os jogadores de frente.

“Uma coisa que o professor sempre procura dar aos laterais é liberdade. Quando um ataca, o outro defende. Quando outro estiver atacando, o do lado oposto defende. É isso que estamos procurando fazer da melhor maneira possível durante os jogos”, completa o lateral-esquerdo.

Decepção com os resultados

A cada coletiva, os jogadores do Criciúma destacam a qualidade dos companheiros, e com Marlon não foi diferente. O lateral-esquerdo afirmou que está decepcionado com os resultados, já que com o elenco que o Tigre possui, a expectativa era estar na parte de cima da tabela.

“Estamos decepcionados. Queríamos estar brigando lá em cima pela equipe que a gente tem, pela qualidade que a gente tem no grupo. Mas hoje nosso pensamento é em sair dali, que é uma parte de desconforto e vamos trabalhar para tirar o Criciúma o mais rápido dessa situação”, destaca. “Acho que temos uma equipe de muita qualidade. O que está faltando é aa gente mostrar dentro de campo. Então a gente vai procurar trabalhar para no sábado já poder demonstrar e conseguir a vitória”, completou o lateral.