Encontro será na Praça do Congresso e reunirá mães, bebês e profissionais em apoio ao aleitamento materno

Criciúma

A Secretaria de Saúde de Criciúma promove neste sábado (30), a partir das 9 horas, o “Mamaço da Cidade”, na Praça do Congresso, localizada no Centro da cidade. O encontro, que será público, encerra a programação do Agosto Dourado, campanha nacional dedicada ao incentivo e valorização da amamentação, e integra o programa municipal Saúde em Cores, que desenvolve ações educativas e de promoção à saúde. O Mamaço reunirá mães, bebês, famílias e profissionais em um momento de acolhimento, troca de experiências, orientações do Banco de Leite Humano Dr. Dino Gorini, e exercícios corporais. A Diretoria de Meio Ambiente também participa com a distribuição de mudas e brindes ecológicos.

De acordo com o prefeito Vagner Espíndola, o dia do Mamaço é mais do que um ato de amamentar em público. “É a cidade inteira dizendo que apoia e respeita as mães. Quando promovemos encontros como esse, fortalecemos famílias e inspiramos novas gerações a enxergar a amamentação como algo natural e essencial”, comenta.

Para o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, o evento mostra como a saúde pública vai além das unidades. “É um movimento que aproxima mães, profissionais e comunidade, criando redes de apoio que são tão importantes quanto o atendimento técnico. Essa troca em espaços públicos fortalece o vínculo social e amplia a conscientização”, ressalta.

Amamentação e sustentabilidade

A nutricionista Liz Corrêa Fabre, coordenadora do Serviço de Alimentação e Nutrição da Secretaria de Saúde, destaca o caráter educativo da ação. “O Mamaço é também um espaço de orientação e aprendizado. As mães podem esclarecer dúvidas, compartilhar vivências e receber apoio profissional. Essa troca de saberes é fundamental para que a amamentação seja vivida de forma mais tranquila, prazerosa e consciente”, pontua.

Benefícios da amamentação ao longo da vida

O leite materno é considerado a base da vida e deve ser oferecido de forma exclusiva até os seis meses e complementado com alimentos variados até os dois anos ou mais.

Segundo o Ministério da Saúde, os benefícios se estendem por toda a vida: a amamentação está associada a melhor desempenho em testes de inteligência, renda mais alta e maior produtividade na vida adulta; para cada ano que a mulher amamenta, a chance de desenvolver câncer de mama diminui em 6%; a criança tem menos risco de desenvolver diabetes tipos 1 e 2; o aleitamento reduz custos com tratamentos no sistema de saúde; o leite materno é um alimento natural e renovável, ambientalmente seguro, sem necessidade de embalagem, transporte ou descarte; a prática previne a fome e a desnutrição em todas as formas e garante segurança alimentar mesmo em períodos de crise; e por ser gratuito, o aleitamento também contribui para reduzir desigualdades e a pobreza.