Apesar de pandemia, saldo de novas empresas cresce 9,8%

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Índice é de Santa Catarina em 2020. Na região carbonífera, o desempenho também é positivo

Içara, Criciúma e Região

A confiança dos empreendedores catarinenses segue alta apesar da pandemia de Covid-19. Dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc) mostram um saldo positivo de 41.534 novas empresas no estado, entre 1º de janeiro e 3 de junho de 2020. O resultado é 9,8% superior ao mesmo período do ano passado, quanto o saldo era de 37.833 (62.090 empresas constituídas e 24.247 baixas).

Neste ano, o saldo positivo é fruto da diferença das 63.915 empresas constituídas e 22.381 extinções. Outro indicador que mostra o entusiasmo do setor produtivo é que mesmo no período de pandemia, de 17 de março até 3 de junho, o resultado foi de 17.930 novas empresas (27.557 constituições e 9.627 baixas).

Na avaliação do governador Carlos Moisés, os dados da Jucesc demonstram que Santa Catarina, assim como em outras oportunidades, deve superar a crise e iniciar a retomada econômica de maneira mais rápida. Ele reafirma que o perfil empreendedor do povo catarinense é uma característica que auxilia nos momentos de dificuldade.

“Vivemos uma crise que foi causada por um problema de saúde. É algo sem precedentes, mas tenho plena confiança que sairemos mais fortes dessa pandemia. Esse dado do saldo da criação de empresas nos gera um otimismo em uma retomada mais rápida da economia. Sem esquecer do setor produtivo, nosso foco tem sido em salvar vidas nesse momento. Com a união de esforços de todos, superaremos mais essa adversidade”, diz o governador.

No Sul, pior desempenho foi em abril

Com as restrições ainda em vigor, a região carbonífera teve o pior desempenho em abril, quando houve a perda de 3.520 postos de trabalho, resultando em saldo negativo de 818 no acumulado do ano, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Saldo positivo

Seis municípios da região carbonífera mantêm saldo positivo no acumulado do ano, na comparação entre admissões e desligamentos: Forquilhinha (105), Urussanga (99), Nova Veneza (71), Lauro Müller (44), Morro da Fumaça (35) e Balneário Rincão (29). Perderam postos de trabalho as cidades de Treviso (-17), Cocal do Sul (-83), Siderópolis (-89), Orleans (-165), Içara (-200) e Criciúma (-647).

A região terminou abril com um estoque de 129.708 empregos com carteira assinada, uma redução inferior a 0,63% em relação ao volume que mantinha no início do ano (130.526).

Crescente recuperação

O presidente da Acic, Moacir Dagostin, reforça a importância das iniciativas e da força do setor produtivo para que a crise não seja ainda pior. “Estamos percebendo uma crescente no processo de recuperação da economia. Claro, temos setores que nos preocupam muito, como o vestuário, que precisará de muitos incentivos para a retomada. Também estamos otimistas com o setor cerâmico, que tem retomado as produções, setor este que gera muitos empregos na região. Ficamos também um pouco mais aliviados quando os resultados do Caged foram publicados na semana passada. Os números são negativos, porém a expectativa era de resultados ainda piores. Tudo isso é resultado de medidas que as empresas tomaram e estão tomando para manter os empregos e suas atividades”, conclui.