Coluna Economia em foco – 18/06/2019

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Agenda Econômica    

Nessa terça-feira, nos Estados Unidos, será divulgado o número de autorizações de licenças para construção concedidas pelo governo. Este indicado do mercado imobiliário mostra o número de autorizações de novos projetos de construção emitidas pelo órgão regulador. A expectativa é que este número de autorizações esteja em torno de 1,29 milhões de licenças concedidas para construção. Ainda relacionado ao mercado imobiliário norte americano, na sexta-feira será divulgado o número de casas usadas vendidas, o mercado projeta algo em torno de 5,29 milhões. Na quarta-feira o FOMC (Federal Open Market Committee), uma das principais comissões que compõem o FED (Federal Reserve System) anunciará as perspectivas sobre a taxa de juros norte americana e sobre a oferta de dólares. É um importante documento pois contém o resultado das votações sobre as taxas de juros, as perspectivas econômicas e indica os votos futuros dos membros que compõem o comitê. A expectativa é que a taxa de juros do FED continue em 2,5% ao ano. No mesmo dia o COPOM (Comitê de Política Monetária) define a taxa de juros overnight, deve permanecer no mesmo patamar, 6,5% ao ano no mercado brasileiro. Na quinta-feira a atividade industrial, divulgado pelo FED da Filadélfia, mostrará a saúde econômica do setor manufatureiro, a expectativa de mercado é que este índice seja em torno de 10,6. No mercado de trabalho brasileiro o índice de evolução do nível de emprego formal será divulgado pelo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) também na quinta-feira. No mês passado a economia brasileira gerou pouco mais de 129 mil postos de trabalho.  O índice de confiança dos consumidores brasileiros será divulgado na sexta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), no mês de maio o índice de confiança ficou em 86,6 pontos, uma queda de quase três pontos em relação ao mês anterior.

Previdência

O ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que a “velha Previdência” está vencendo a “nova Previdência” a partir do parecer do relator da reforma, o deputado Samuel Moreira do (PSDB-SP). Segundo o ministro os congressistas não estão tento compromisso com as próximas gerações ao reduzirem a economia inicialmente prevista pela reforma e pela retirada do regime de capitalização. Na visão dele o que estão propondo é apenas um “remendo” no sistema atual com o problema sendo postergado para os próximos anos. A nova previdência, proposta pelo ministro, tinha como objetivo diminuir os custos de contratação de mão de obra e garantir a aposentadoria dos trabalhadores com o objetivo de gerar milhões de novos empregos aos brasileiros. No que diz respeito ao tempo de contribuição para trabalhadores urbanos, a nova proposta apresentada pelo relator mantém a idade mínima de contribuição, 65 para homens e 62 para mulheres, mas altera o tempo de contribuição mínima, sendo de 20 anos para homens e 15 anos para mulheres, a proposta do governo era de 20 anos para homens e mulheres.  Para os trabalhadores rurais a proposta do governo era de uma idade mínima de 60 anos para homens e mulheres com no mínimo 20 anos de contribuição. Na proposta do relator a idade mínima é de 55 anos para mulheres e 60 para homens, o tempo mínimo de contribuição é de 15 e 20 para mulheres e homens respectivamente.  Para os professores do ensino infantil, fundamental e médio a proposta do relator é que as mulheres se aposentem no mínimo com 57 anos e os homens no mínimo com 60 anos. A proposta do governo para esta categoria é que homens e mulheres tenham uma idade mínima de 60 anos. No que diz respeito aos estados e municípios o relator suprimiu do texto da proposta previdenciária para estas esferas governamentais. Logo, se esse ponto não for inserido novamente durante a tramitação da proposta, as alterações nas regras previdenciárias para a esfera federal não terão efeito sobre as aposentadorias de servidores municipais e estaduais. Dessa forma, conforme aponta o relator, cada estado e município definirão suas próprias regras próprias através de lei complementar. A proposta da equipe econômica do governo inclui estados e municípios na nova proposta da previdência.

Nível de Atividade Econômica

O setor de serviço em Santa Catarina apresentou um crescimento no volume de serviços (2,2%) em abril em relação ao mesmo período do ano anterior. No Brasil este mesmo indicador apresentou uma queda de (0,7%).  Em termos setoriais, no acumulado do ano, os serviços destinados as famílias (4,3%) e informação e comunicação (3%) apresentaram as maiores taxas de crescimento até abril. Já os serviços destinados a transportes, serviços auxiliares ao transporte e correio, no acumulado do ano, apresentaram uma queda (2,5%) até abril de 2019.  A atividade industrial cresceu em 10 de 15 locais pesquisados no Brasil. O estado de Santa Catarina cresceu 1,3% em abril, na série com ajuste sazonal, no Brasil este aumento foi bem mais tímido 0,3% em relação ao mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior os resultados para o estado foram mais significativos, um aumento em relação de 3,2% em relação a abril de 2018. Para o Brasil, utilizando a mesma base anterior, os resultados foram negativos apontando para uma retração de 3,9% para o setor industrial.

Thiago Rocha Fabris