Comissão busca medidas para combater a violência contra mulher

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Números de 2018 foram maiores em 50%¨do que em 2017. Neste ano, a situação continua preocupante

O caso de feminicídio registrado contra Scheila Regina Tresi, de 32 anos, na localidade de Barracão, em Içara, acendeu um alerta na Câmara de vereadores de buscar alternativas para combater a violência contra a mulher. O aumento no números de casos também chamaram atenção. Em 2018, houve um acréscimo de 50% em relação ao ano de 2017.

De acordo com a vereadora Edna Benedet, foi criado um grupo de trabalho composta por 15 pessoas para trabalhar alternativas para combater a violência. Deste grupo de trabalho foi formada uma Comissão de seis pessoas, com representantes da Câmara de Vereadores, Polícia Civil, Polícia Militar e CREAS.

O grupo já levantou o número de ocorrências registrados na polícia, onde foi constatado o aumento de 50% de casos em 2018, em relação a 2017. Também foi verificado, que a maioria das ocorrências são registradas nos fins de semana, principalmente no período noturno e por companheiros das próprias vítimas, através da força física.

Segundo a vereadora Edna Benedet da Silva os dados serão apresentados ao prefeito municipal. Também serão agendadas reuniões com o departamento de Fomento a Atividades Inclusivas (FAI) de Içara e Secretaria Municipal de Educação para que sejam realizadas ações informativas nos Clubes de Mães e escolas. “A última semana foi de intenso trabalho e reuniões, precisamos mudar essa realidade, através da união de toda a nossa sociedade e com a realização de trabalhos socioeducativas, prevenção e conscientização”, destaca a vereadora.

Dificuldades

Outra dificuldade levantada pela Comissão é a falta de um abrigo para colocar as vítimas num primeiro momento para haver a separação do agressor e garantir segurança. A vereadora Edna Benedet relatou que existe uma Casa de Abrigo, em Criciúma, e que entrou em contato com a Secretaria de Assistência Social para a regionalização do local.

A vereadora coloca que a manutenção da casa tem um custo alto, para a manutenção de uma equipe multidisciplinar. “Vamos falar com todos os secretários dos municípios da Amrec para a criação de um consórcio e regionalizar a Casa”, destaca Edna.